domingo, 31 de julho de 2011

O HOMEM QUE RI

Finalmente livre. A história, O RAPTO, que me custou 29 longos capítulos de suor e lágrimas, acabou.
Confesso, fiquei tão feliz quando escrevi a palavra mágica! FIM.
Não vou sentir saudades e como sempre, não vou reler os textos que publiquei. Não vale a pena, pois acredito que se o fizer começarei a cortar, a remendar, a modificar, e no fim, a história ficará reduzida ao começo, um olhar desiludido de alguém vencido pela solidão, vagueando pelo amanhecer dum dia que sonhara e o final, a dor de quem acordou vencido.
Ao fim e ao cabo uma história igual a tantas outras que a vida nos lembra. Diz o Poeta “que o sonho comanda a vida”. Mas isso é poesia, já ninguém se atreve sequer, a sonhar.
E agora?
Agora fiquei preso pelos meus medos, parado numa encruzilhada, sem ser capaz de definir a direcção. Talvez precise de arrumar as ideias, coisa mais sem sentido o que acabei de escrever, é que para arrumar ideias é preciso que elas existam, não se arruma o vazio.
Mas não perco a esperança, um dia, em algum lugar, alguém pode dar-me uma oportunidade.
Não demorou muito. Ao sair de casa ouvi um vizinho comentar que a rua estava cheia de lixo.
LIXO, Eureka, ali estava um tema que me despertou e sobre o qual, reconheço, tenho alguma experiência e dia após dia me confronto.
E num momento hesitante de quem não sabe o caminho, nasce um homem que, finalmente, ri.

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