terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O CINEMA E A VIDA OU O FILME DUMA VIDA

Que raio que título havia de encontrar. Nem sei o que me deu, e agora ou apago ou vou ter de inventar qualquer coisa.
Bem vistas as coisas o título até fará algum sentido. Sou e fui sempre um amante de cinema, só não posso dizer de bom cinema, se é que essa classificação faz algum sentido. Agora que os filmes que vi, e tantos foram, preencheram um espaço importante da minha vida, alguns me meteram medo, outros me ensinaram o lugar de cada um, ainda aqueles que mostraram que o mundo não resumia ao meu canto e, finalmente os que me fizerem sonhar, isso eu reconheço.
Por exemplo, recordo o pavor que tive, ao fazer o caminho para casa, noite cerrada, percorrendo uma razoável distância, sem ver vivalma nos pinhais ou olivais que teria de passar, vendo em todo o canto a figura do Conde Drácula, cujo filme acabara de ver. Se ganhei coragem para enfrentar os medos, foi porque escolhi armas para defender, duas pedras de bom tamanho, com as quais pensava poder partir os dentes do Christopher Lee, a-propósito, um excelente actor.
Em contrapartida, alguns anos antes, vira o filme, Melodia Fascinante, no original “The Eddy Duchin Story”, a estrela Kim Novak era a minha musa de então. Adorei a história e acabei apreciando a música de piano, ainda hoje o meu instrumento favorito. O actor, podia não ser grande coisa, mas para as mulheres, era um belo Homem.
Finalmente quando me perguntam qual o filme da minha vida, há um que digo de imediato, e sem sequer pensar duas vezes. O filme é “O Verão de 42” de “Robert Mulligan. Porquê, se não é sequer um filme que marque a história do cinema?
Talvez respondo, porque O Verão de 42 foi quando nasci e o jovem personagem era tal qual o que sonhara ser.
Sem não tiverem paciência para ler este amontoado de palavras, esqueçam, mas ouçam a música do piano de Carmen Cavallaro e vejam o trailer do filme da minha vida.






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