quinta-feira, 14 de abril de 2011

WIKILEAKS

Nunca entrei no sítio que deu o nome a este pequeno texto. Deixo isso para os profissionais da informação e contra-informação, para os comentadores que ocupam o espaço televisivo, dizendo isto e aquilo ou não dizendo coisa alguma, que é o costume. Na realidade nem é preciso, porque há um sítio bem nosso conhecido, chamado “ouvi dizer”, que normalmente começa por informar que a novidade do dia, foi obtida de fonte credível, não identificada. Pois é, a esse sítio eu costumo ter acesso, quando vou tomar o café. A última informação que recebi, prende-se com a estadia dos representantes do FMI, quem vieram assistir ao circo e à tourada à Portuguesa. A tal fonte credível, não identificada, terá contado a um primo, que por sua vez comentou a fuga de informação com uma amiga especial, dele e demais alguns, incluindo o motorista do Ministro, e que acabou chegando aos ouvidos da cozinheira, que contou ao empregado de mesa e me segredou, pelo canto da boca, enquanto me servia a bica. A notícia configurava o seguinte cenário: “Parece que, desesperados com a qualidade do espectáculo, e a falta de talento dos actores, os senhores representante da “massa” terão sugerido que Portugal devia vender algumas ilhas. Falou-se que eles estariam interessados nas Berlengas e Farilhões, Desertas e Selvagens e até, imaginem, na Madeira, mas só o “offshore” e sem o Alberto João.” Confesso que fiquei para morrer, com o risco de alienação de parte do nosso império. Eu que não ando a bater bem na bola, sou do Sporting já se vê, até disse a um amigo, cunhado da secretária do Presidente da Junta de Freguesia, pessoa muito bem vista no corredor do poder, o verdadeiro, não aquela falsificação que nos é impingida pela RTP, que aquela ideia de vender o legado dos nossos Avós, nem lembraria àquele sujeito, colaborador de confiança, do assessor do consultor financeiro, do famoso banqueiro, cujo sócio, que não tinha onde cair morto, de repente ficou rico, por ter ganho a raspadinha. Vender parte do nosso império, nem pensar, ainda se fosse vender a EDP a CGD ou a Segurança Social, vá que não vá, mas a nossa história, essa não tem preço. E que o diga o Eça de Queiroz, que por no seu tempo, ter dito que Portugal deveria vender as colónias, salvaguardando por razões históricas, a Índia, que não seria vendida mas dada, nunca ganhou o prémio Camões.
Bem, eu já nem sei do que estou a falar, aliás a escrever, melhor dizendo, a pensar. Com o que se ouve dizer no nosso sítio, é melhor encomendar a missa de “Requiem”. É o que vou fazer.

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