8 – ERA UMA VEZ …
Precisei de parar. Era imperioso que o fizesse sob pena de me ausentar para o outro lado da vida.
Sem esperança olhei para o futuro e senti vergonha.
O Partido Socialista escolheu como chefe um boneco de plástico, tão vazio hoje como vazio era alguns anos atrás. O que é que pode esperar?
O molde onde foi fabricado foi o mesmo de o actual ajudante número um. Desculpem, não sabendo o que devia chama ao Dr. Passos, escolhi a palavra que definia a função de cada ministro, durante o período de ouro do Cavaquismo. Ajudantes.
Sim, porque o País é governado por um triunvirato estrangeiro, com o beneplácito e bênção do Dr. Cavaco e o lugar de primeiro-ministro só poder ser:
- AJUDAR, estando à beira do precipício é preciso ajuda para dar o passo em frente.
Valha-nos a nossa Assembleia, representante do Povo. Nessa, podemos e devemos confiar. Mas pensando bem, alguém sabe o deputado a quem pedirá contas pelo que fez ou deixou fazer? Eu confesso que não sei e todavia também votei. Por isso, dali só saíra algum debate um pouco mais aceso, para acordar algum dorminhoco.
É difícil fugir ao destino. Mesmo eu, tanto prometi e afinal também me deixei embalar no canto da sereia. Falar de política e de políticos. Devia ter vergonha.
Não mais voltarei a desiludir os que acreditaram em mim. Principalmente eu e o meu invisível companheiro.
Se já não posso mudar de lugar, posso ao menos deixar de falar dele. Assim farei.
Na solidão terei de encontrar força para ir contando uma história. Daquelas que se contavam às crianças antes da existência de Televisão e da Internet.
Era uma vez…
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