4 - A ARMADILHA
Vou utilizar uma frase que já deixou de ser ouvida. Eu pelo menos não me recordo.
E, todavia é tão simples de dizer: pedir perdão.
Porque prometi e não cumpri.
Revoltado e descrente da política e dos políticos prometi a mim mesmo e aos que me leram não voltar a escrever sobre o tema e voltar a tentar contar uma história, daqueles que, antigamente, começavam assim: Era uma vez…
O que saiu não foi uma história de encantar mas apenas um amontoado de recordações mal alinhavadas mas com uma dose de dor lá pelo meio. Fico pelo terceiro episódio, o final da história, sendo fácil de adivinhar, também não vale a pena perder tempo com ele.
Assim dividido deu-me para pensar que o pensamento é um labirinto onde se cruzam ideias, promessas, desilusões e que no final acaba numa armadilha. Esbarramos com um muro e a única saída é regressar. Mas ele foge do nosso controlo e caminha pelos minutos e pelas horas mal dormidas.
Afinal nada mais é do que a memória dos anos vividos, dos momentos felizes, do amor, das despedidas e dos sonhos esquecidos.
Parece que tudo foi ontem, há um ano, há um século. Mas foi.
Termino como comecei. O mesmo cantor, com um poema e uma música que nos faz sentir em paz.
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