segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O DIA DO JULGAMENTO

Por vezes, mesmo sem querer, olho para o ecrã da Televisão, e dou com pessoas que presumo serão muito importantes, não sei porquê, mas alguém mais instruído do que eu, porque lhes deu a palavra, certamente saberá.
Ainda há dias vi e ouvi, um desses cavalheiros importantes, sem gravata, percebe-se agora que é para poupar energia, com uma cara que não sei se é de riso ou se é de gozo, a propor que todos os governantes que tomaram decisões erradas, que manipularam as contas e fizeram favores que agora temos de pagar, deviam ser chamados a prestar contas.



Naturalmente que esta ideia não deixa de me entusiasmar e por duas razões, a primeira e a segunda.
Mas se a ideia é de prestarem contas na Justiça, todos os presumíveis culpados esfregam as mãos, porque lá para o fim do século os eventuais danos terão, como é habitual, prescrito e os processos encerram mesmo antes de começarem.
Se tiverem que prestar contas no Parlamento, o lugar adequado para uma cena de circo, sendo que os elementos do Corpo de Intervenção, estariam distribuídos pelas bancadas para separar os contendores. Cheira-me até que, pelos exemplos que já vimos,  que voltaremos a assistir aos julgamentos feitos nos Tribunais da Santa Inquisição ou, mais atrás ainda, feitos na arena do Coliseu de Roma.

O Imperador para levantar ou baixar o polegar, absolvendo ou condenando, já existe no nosso ordenamento Constitucional, pelo que não haverá acréscimo de despesas.
Se eu fosse Ministro das Finanças aproveitava esta ideia, vendendo bilhetes para as sessões e negociando com as Televisões os direitos de transmissão. Presumo que a receita apurada daria para dar uma folga a um qualquer Ministério, porque não o da Cultura? (parece que não é Ministério mas também não sei o que é).
Mas atenção, o tal senhor com um sorriso ou riso esquisito, deve esquecer depressa o que disse ou atribuir a ideia a uma fuga de informação do SIED. É que com a sanha persecutória ao Sócrates ele se esqueceu de quanta gente conhecida teria de ser chamada a prestar contas. Por exemplo teria que ouvir o antigo Primeiro-Ministro Aníbal Silva, que governou durante dez anos, dez anos de fartote como se sabe; E o homem da Madeira, o nome já me foge; E o Portas para nos explicar quem ganhou com o negócio dos submarinos, nós não fomos estou certo; E o Soares que cometeu o disparate de nos levar para a União Europeia, quando nós devíamos estar integrados com os outros PIGS,



 na segunda divisão, juntamente com as democracias do Norte de África.
Com jeitinho e um programa adequado, tipo casa dos segredos, ainda iremos ver a prestar declarações, um velhinho de longas barbas, talvez mais de oitocentos anos de idade e que dava pelo nome de Portugal.
Mas descansem, “ Não havia necessidade” como dizia um conhecido comediante pois isto “ É SÓ FUMAÇA”, como disse ou outro artista.


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