Coitado do meu amigo, por onde andará?
Já não o vejo há dois ou três dias, mas imagino que deve andar pela madrugada, a percorrer as ruas da cidade, chocando aqui e ali com os automóveis estacionados no passeio e olhando com admiração para a quantidade de Hotéis "low cost" que encontra debaixo de cada arcada. é a Europa deve pensar com os seus botões.
Vou sair para o procurar. Receio que as sensações de se saber um Europeu a passear numa cidade estranha e suja o possam perturbar ainda mais.
Quando já estava cansado de tanto procurar, subo uma avenida e passo em frente a uma daquelas lojas de roupa para gente rica, com grandes vitrines iluminadas e através delas vejo o meu amigo John. Aceno, ele também me acena, começo a correr entro na loja mas deixei de o ver.
Sumiu-se ou escondeu-se nalgum prédio em ruínas, desses que abundam pela cidade.
Perco a esperança e regresso a casa.
Ligo a TV, pois é hora das notícias.É tempo de saber todos os desastres que aconteceram, e foram muitos, desde incêndios, explosões, choque de viaturas, crimes de morte, assaltos com violência, discussões entre os partidos políticos a propósito de tudo e de nada, mas enfim, todos à procura do poleiro, mas ninguém fala do meu amigo John Doe.
Ou falam , todos falam, dão-lhe outro nome e eu ainda não percebi?
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