O meu amigo Jonh Doe voltou.
Na realidade ele nunca tinha desaparecido, eu é que, perseguido pelas angústias dum presente sem futuro, deixei de o ver. E ele estava bem perto, mesmo bem perto.
Fiquei tão feliz, porque é bom ter um amigo como ele, que não pede nada, que nos ouve e não critica, só nos faz companhia.
Nos momentos difíceis sabemos que ele está sempre ao nosso lado, em silêncio, mas partilhando as nossas dores e os nossos medos.
O meu amigo John Doe, entende a minha revolta e sinto que está comigo quando enfrento tudo e todos. Também ele é vítima de uma sociedade baseada na imcompetência, na mediocridade, no salve-se quem puder, no quem vier depois que feche a porta, ao fim e ao cabo as principais virtudes deste Povo que já foi grande.
Porque, na realidade, John Doe é a outra face da moeda. O outro eu, onde escondo e guardo os meus desânimos e os meus sonhos não vividos.
É por isso que é mesmo bom ter um amigo assim e acreditem nem é difícil de encontrar.
A mim bastou-me, parar um pouco, desligar a Televisão, deixar de ler jornais e encontrei.
Experimente também, há sempre um John Doe dentro de cada um.
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