Quando, com a tranquilidade de quem se viu livre dos fantasmas do passado, tomei a decisão de continuar a escrever neste espaço, o meu amigo John Doe segredou-me que devía contar as histórias que não escrevi, os sonhos que não sonhei, as aventuras que não vivi, enfim tudo o que estava submerso, no meio do lixo tóxico, com que os fazedores de opinião me envenenaram durante tanto tempo.
Sinto que ele me propõe uma terapia como forma de reganhar alguma alegria de viver.
Confesso que tenho medo de abrir a caixa das recordações. Não será, necessáriamente uma caixa de Pandora, mas pode causar-me muito mal porque, no final, se pode revelar ser apenas um simples caixote sem conteúdo.
Por outro lado, John diz-me para não ter medo. Escreve com o coração, segreda-me, porque escreves só para ti e se tal te der prazer valeu a pena. Mesmo que ninguém leia, eu vou gostar.
Pois bem. Estou convencido.
Desde muito novo que na quietude do campo, no meu Alentejo natal, era um ouvinte atento das histórias que os mais velhos contavam à lareira nas longas noites de inverno. Eram histórias de vidas sofridas, de aventuras que os copos de aguardente iam, pouco a pouco, tornando mais heróicas.
Peguei numa dessas histórias, uma história de amor, dei-lhe uma roupagem nova, e vou passar a publicá-la. Chama-se " O CARTEIRO QUE GOSTAVA DE CARTAS DE AMOR". Até lá!
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