Estou cansado. Ontem, já não estava grande coisa, mas mesmo assim, ainda encontrei no fundo do baú de recordações, qualquer coisa sobre que escrever.
Hoje ainda tentei esgravatar o passado, à procura de algum episódio que merecesse a pena contar, mas foi o vazio. Página em branco.
Entretanto, para mal dos meus pecados, abri a Televisão enquanto almoçava.
A náusea e a repulsa que senti, ao ver o que certas pessoas dizem e fazem para ganhar a vida, foi tão grande que me revoltei comigo mesmo. Quem é que se lembra duma coisa assim,ver Televisão? Só alguém que não esteja no seu perfeito juízo.
Aliás, para mim, ver televisão devia pagar um imposto!
Para isso bastava que cada aparelho incluisse um “chip”, para registar o início da recepção, e as horas a que foi feita a ligação.
Como tanto se fala em inovação tecnológica, o mesmo “chip” também serviria para controlar as audiências e para os Sociólogos estudarem os gostos televisivos dos expectadores, além de que, poderia contribuir para uma melhoria do meio ambiente, com a diminuição do lixo tóxico.
O imposto que proponho, teria de ser devidamente graduado, isto é, não pode ser igual para todos os programas e conteúdos. Tem que haver uma discriminação positiva.
Por exemplo, os noticiários e os programas de debate político, deviam pagar uma taxa elevada, pela poluição que provocam. Pelo contrário, as transmissões dos debates na Assembleia da República deviam ser livres de impostos, dada a sua elevação, a sua relevância e o facto da TV não dar circo já há muito tempo.
Os programas de entretenimento, eu não sei bem o que isso é, mas acho que também devem pagar, excepto se forem transmitidos depois das duas horas da manhã e com bolinha encarnada, pois claro.
Resta o futebol e as telenovelas. Ficavam isentos, também não podemos ser fundamentalistas.
Este imposto que defendo, só tem um contra. Pode aumentar o desemprego entre os comentadores, os especialistas disto e daquilo e os aparentados.
Pode parecer uma ideia idiota, provávelmente até é, mas que era uma ajuda ao combate ao défice é evidente e, principalmente, uma ajuda à saúde mental dos Portugueses.
Ai o que me havia de dar! Senão arrepio caminho onde é que eu vou acabar?
J. Ariemal
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