Ainda me custa a compreender a razão do grito de desespero e angústia do meu texto do dia 12.
Tudo o que disse era novidade?
Evidentemente, não. Todos sabemos e não podemos esquecer a triste realidade em que vivemos.
Que o mundo está muito perigoso, como ainda há uns dias ouvi alguém referir, isso é verdade. Mas essa constatação não aconteceu de um momento para o outro.
A Sociedade onde coexistem, a mais profunda miséria e degradação com o luxo mais chocante, é palco para o aparecimento de falsos profetas.
Alguns, com uma mão no peito e outra no bolso dos crentes, vendem um porvir celestial;
Outros, ensinam a matar, como o sacrifício supremo e o caminho para a felicidade eterna.
Finalmente, outros que ainda não expiaram os erros e os crimes cometidos ao longo dos séculos, ficam calados e colados ao poder.
Até que, em qualquer País, provávelmente até numa das velhas democracias, surgirá um Salvador, bem no género dos que conhecemos do século anterior. E acreditem, como aconteceu, arrastarão consigo, milhões de seguidores.
Mas se nada disto é novo, porque é que eu me havia de lembrar de o escrever?
Foi preciso mais uma noite de inquietação, para compreender.
Houve um detonador. Novembro, o mês da maior parte dos acontecimentos dolorosos da minha vida foi o fósforo.
Foi em Novembro, do ano passado que eu senti pela primeira vez a minha fragilidade. E isso deixou-se uma ferida que tarda em sarar. Esta ferida ...
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