sábado, 20 de novembro de 2010

CONFUSÕES

Quando as ideias que sonhamos se misturam, o resultado é uma enorme confusão, que nos inibe e desmoraliza.
Ontem aconteceu-me isso. Havia tanta coisa que queria falar que acabei por não conseguir articular uma só ideia, por mais pequena que fosse. Nada fazia sentido. Como queria publicar algo, recorri ao baú das recordações, encontrei um texto que já nem me lembrava de ter escrito, dei-lhe uma varredela superficial e aí vai ele.
Hoje, bem ao contrário, acordei com uma ideia bem estruturada sobre o tema que queria tratar.
Todavia, enquanto bebia um café, dei uma espreitadela aos jornais, e houve qualquer coisa que li de relance, que me fez perder, de novo, o rumo. Até nem sei o que foi.
As notícias sobre a cimeira da Nato, não porque não perderia tempo a espreitar notícias que já estava farto de ouvir;
Notícias da crise, não porque essa já é velha, aliás creio mesmo, que tem séculos e na minha modesta opinião, começa com a conspiração e assassínio do Rei D. João II.
Sobre a bancarrota da Irlanda, o país modelo da União Europeia, também não foi porque, em boa verdade, tudo o que é artificialmente construído pode ruir com facilidade e daí não haver surpresas.
Eureka! Achei a notícia que me alterou os planos. Diz o jornal, cito: “ Notas máximas dos procuradores duplicaram em cinco anos.”
Não li o resto da notícia , também não vale a pena, porque todos conhecemos a excelência da Justiça em Portugal.
Eu sabia da qualidade do nossos Magistrados do Ministério Público e só quem não estiver de boa fé, pode deixar de reconhecer os estrondosos sucessos nas investigações que têm conduzido.
Já que estamos a falar de justiça, não posso deixar de saudar como um exemplo, a linguagem duma intervenção que ouvi na TV, do Presidente da Associação Sindical dos Juízes, classificando de roubo e de confisco e não sei que mais uma eventual tributação fiscal do “subsídio de renda” e a anunciada redução salarial. Parabéns senhor Juiz, os termos que utilizou são dignos de um Magistrado de alto gabarito.
Também li de revés que o Jornal Sol terá de pagar ao Dr. Rui Pedro Soares, não sei quantas centenas de milhares de Euros, por ter violado decisões de um Tribunal.
Isso já me custa, não que tenha alguma simpatia pelo jornal, que não leio, mas porque não respeitar uma decisão dos nossos Tribunais, nunca pensei fosse assim uma coisa tão grave. Como o Povo diz, na Justiça "não bate a bota com a perdigota".
Com isto tudo, o tema sobre que pensava escrever varreu-se-me! Também não se deve ter perdido grande coisa.

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