quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Carteiro que gostava de cartas de amor

NOTAS FINAIS
Quando nos sentamos em frente ao computador, com intenção de escrever qualquer coisa, nem que seja uma pequena nota ou história, raramente se consegue. Eu pelo menos não funciono assim.
Quando o tento fazer, fico bloqueado e a página em branco lá fica a atormentar-me.
Normalmente penso e escrevo os textos na minha cabeça e só depois os tento passar ao computador. Deixei de usar um “note book”, porque o pensamento é muito mais rápido que a mão e quando acabo de escrever, não percebo nada dos palavras garatujadas.
Esta explicação, vem a propósito do conto que ontem acabei de publicar, tão despretencioso como o seu autor, mas que tem por base uma outra história.
É sobre essa outra história, que devo e quero falar.
O tema foi sugerido por uma pessoa amiga, e outras duas , que são muito importantes para mim, convenceram-me, melhor dito, arrancaram-me a promessa, de que escreveria um conto, com esse tema.
Eu sei que o fizeram não pelas minhas qualidades literárias, mas porque ambos sabiam que o desafio feito a uma pessoa, que estava 24 horas encerrado numa casa de vidro, durante mais de uma semana, vendo apenas pessoas protegidas com capas, toucas, luvas, máscaras e protecções nos sapatos, quer dizer num quarto isolado dum hospital, era uma forma de o despertar para a vida, apagar os maus pensamentos e fazer funcionar a máquina cerebral. E resultou.
Portanto este conto foi escrito na minha cabeça uns meses antes de o passar a letra de forma.
Para essas pessoas que me são tão queridas, aqui vai agora o meu reconhecimento. Não digo, mas elas quando e se me lerem, sabem a quem me refiro.Obrigado por terem insistido. Se o resultado não é o que se podia esperar, tem pelo menos o mérito de ter sido escrito com muito amor e com alguma lágrima de permeio.
Também foi importante e por isso saliento, a presença permanente da companheira de uma vida. Esta história, também lhe deve muito.
Naturalmente, alguns dos poemas com que as cartas de amor são ilustradas, foram escritos bem depois do ano de 1954, ano em que as cartas estão datadas.
Mas isso é uma liberdade minha, até porque penso, que a poesia é intemporal.
E, afinal, uma questão de anos que importância poderá ter?

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