domingo, 21 de novembro de 2010

POLÍTICA? políticos!

El que no se atreve a ser inteligente, se hace político.

Enrique Jardiel Poncela (1901-1952) Escritor español.



Em jeito de despedida, falar não da política mas dos políticos é o último capítulo desta série de textos. Depois, até porque fico nauseado sempre que me lembro do tema, voltarei a escrever histórias depretensiosamente simples, histórias de amor e de desamor, enfim histórias da vida de muita gente.
Como disse o dossier político vai ficar encerrado, pelo menos até eu me recuperar da indigestão, mas antes, quero prestar uma homenagem e expressar o meu respeito pelas Instituições, Presidência, Governo, Tribunais e por fim Assembleia da República.
Naturalmente sei que a ordem Constitucional não é esta que eu indiquei, mas só o fiz porque era aos representantes eleitos pelo Povo que eu me queria, particularmente, referir.
Tenho o maior apreço pelo trabalho dos senhores Deputados. Principalmente por aqueles que nunca falaram, foram dormindo e conversando, e que são, felizmente a larga maioria. Esses ao menos passam e ninguém dá por eles o que só pode ser bom sinal. Por isso, e não é pouco, são credores da minha admiração.
Saúdo com particular apreço e simpatia os Deputados ao Parlamento Europeu. Eu sei o sacrifício que fazem estando lá, apesar de saberem que a eles e a nós ninguém liga nenhuma. Mas deles nunca ouvi uma queixa ou um lamento. Estão ao serviço do Povo e isso justifica todos os sacrifícios.
Na actual Legislatura houve momentos que perduram na memória. Eu não me irei esquecer que, quando assisti, por mero acaso, à transmissão de uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito a um eventual negócio com a TVI, até pensei que estava a ver um filme com o julgamento de hereges feito pelo Tribunal do Santo Ofício. E fiquei boquiaberto porque, imaginem, até me pareceu identificar o grande inquisidor Torquemada, entre os acusadores.
Não era nada disso é claro, mas lá que parecia, parecia.
E foi nessa altura, que eu reconheci o verdadeiro valor dos senhores Deputados, mudos e sonolentos.

Entretanto oiçam "Vesti la Giuba" da ópera "I Pagliacci", na voz de Pavarotti.




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