É verdade! Quase um mês de ter começado a contar uma história de amores, descontando uma semana de férias, mais ou menos forçada, escreveu-se o capítulo final.
Não foi uma escrita fácil, os textos foram um permanente conflito entre a razão e o coração.
Não é só sentido figurado, mas algumas partes da história,só foram mesmo escritas pela mão esquerda, pelo outro eu, o sonhador, aquele que sempre teima em persistir.
A mão direita, aquela que é comandada pela razão, parou e ficou inerte. Foi o eu racional que, mais uma vez, quis desistir.
É, pois um compromisso entre duas vontades que vivem no mesmo ser. E, naturalmente, um compromisso nunca é uma ruptura, cede quantas vezes à facilidade e o resultado, espelha isso mesmo.
Aprendemos essa lição e interiorizamos que só voltaremos a escrever uma história mais longa, quando houver uma sintonia, que permita escrever a tuas mãos. Pensar com a razão e escrever com o coração, mesmo que faça sofrer, esse terá de ser o caminho.
Por agora é olhar o mundo que nos rodeia e que quase havíamos esquecido.
Durante este tempo tantas coisas deixamos por dizer. Tantas novidades a que não demos a devida atenção. E os dias, foram riquíssimos, apesar do pecadilho dos mesmos e velhos actores, das rábulas repetitivas e fora de moda, que todos os dias nos invadem.
Como no cinema, o cenário e os efeitos especiais substituíram as ideias. Nada mais é natural e genuíno. O marketing, faz o trabalho de transformar qualquer medíocre numa estrela. Por quanto tempo?
Isto é uma cruz que teremos de carregar até ao fim dos nossos dias, e a que nunca seremos capazes de responder.
E agora, o que fazer?
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